• CD
     M Waldemar e M Canjiquinha
    1986







    📻 Velhos Mestres

    CD de M Waldemar e M Canjiquinha
    < >
    • 01.
      Riachão tava cantando
      2:07
    • 02.
      Nega o que vende aí
      0:30
    • 03.
      Siri de mangue
      0:44
    • 04.
      Olha o home que matei
      0:41
    • 05.
      Dente de ouro
      1:35
    • 06.
      Não sei como se vive
      1:08
    • 07.
      Marimbondo assanhou
      0:23
    • 08.
      Quatro coisa neste mundo
      0:52
    • 09.
      É, Santo Amaro
      0:38
    • 10.
      Quebra gereba
      1:24
    • 11.
      Pedro cem
      1:52
    • 12.
      Já canto há muitos anos
      1:46
    • 13.
      ABC de Vilela
      2:29
    • 14.
      Cobra assanhada
      1:01
    • 15.
      O macaco e o leão
      2:05
    • 16.
      Ai, ai, aidê
      0:29
    • 17.
      Quando eu fui pra Liberdade
      0:54
    • 18.
      O Brasil disse que sim
      0:41
    • 19.
      Olha o nome do pau
      0:15
    • 20.
      Joguei meu lenço pra cima
      0:44
    • 21.
      Vô dizê a meu sinhô
      0:24
    • 22.
      Era eu, era meu mano
      0:46
    • 23.
      O calado é vencedô
      0:54
    • 24.
      Contaro minha mulhé
      0:50
    • 25.
      Panha daqui, bota ali
      0:16
    • 26.
      Martelo do ciúme
      0:32
    • 27.
      Mandalecô
      0:12
    • 28.
      Minha mãe, vô sê bombeiro
      0:37
    • 29.
      Oia lá siri do mangue
      0:27
    • 30.
      O exército é de batalha
      0:21
    • 31.
      Marinheiro só
      0:23
    • 32.
      Toques
      3:05
    • 33.
      Toques
      2:10
    • 34.
      Toques
      1:55

    M Canjiquinha e M Waldemar



    Galeria de imagens

    • Capa do CD

    • CD

    • Contra-capa do CD

    • M Waldemar cantando

    • Leia abaixo!

    • Em pé:
      ?,
      ?,
      M Geni?,
      M Itapoan
      Sentados:
      M Canjiquinha e M Eziquiel
      Boca do Rio, Salvador, 1986
      Acervo da Kali Rocha

    • Em pé:
      ?,
      ?,
      M Itapoan
      Sentados: M Geni? e M Eziquiel
      Boca do Rio, Salvador, 1986
      Acervo da Kali Rocha

    CD dos M Waldemar e Canjiquinha



    O texto

    • página

      -

      Waldemar/Canjiquinha

      Preservar a memória da Capoeira é uma obrigação cultural de todos e mais ainda dos capoeiristas. O trabalho ora executado, com Waldemar Rodrigues da Paixão, „Mestre Waldemar do Pero Vaz“ e Washington Bruno da Silva, „Mestre Canjiquinha“, visa levar às gerações futuras toda a beleza primitiva do canto nas „Rodas“ de Capoeira da Bahia.
      Herdeiros das raizes da nossa luta, transmitem através de suas músicas, todo o aprendizado adquirido de Mestres como „Siri de Mangue“ e „Aberré“, verdadeiros expoentes da capoeira baiana do passado.
      A voz de Mestre Waldemar tem a entonação que lembra o lamento de negros escravos em dias tristes nas senzalas. O „Banzo“ se faz presente, são ladainhas com letras simples que traduzem o respeito a velhos capoeiristas e a lembrança de um passado dificil porém muito bem vivido nas „Rodas do Pero Vaz“. Toda filosofía deste homem traduz e traz até nós um passado distante de capoeiristas célebres que infestavam as ruas, praças, becos e ladeiras da velha Bahia. Waldemar é pois, aquele elo que liga a Capoeira atual a uma que já passou. E mais que isso, alerta os novos capoeiristas para a necessidade de se preservar para o futuro tudo de lindo que existe na nossa arte de lutar.
      Já o Mestre Canjiquinha nós carrega para uma viagem capoeiristica com toda a descontração que lhe é peculiar.
      A seriedade descontraída existente em seu trabalho se faz presente. Ele traz para suas músicas um jeito todo especial. Ninguém canta como ele, uma mesma música cantada por outro Mestre, ganha mapagem nova na sua voz. Grande improvisador, como tem que ser os grandes cantadores de capoeira, é por vezes criticado e mal entendido. Porém é nas „Rodas“, o departamento dos capoeiristas sérios, que ele mostra seu poder de tocar berimbau e cantar as coisas da Capoeira Baiana.
      Waldemar será a seriedade, o jeito sério de relatar um passado. A maneira simples de brincar, de vadiar, jogar e cantar capoeira. O jeito que o levou a ser considerado o maior cantador das „Rodas da Bahia“.
      Canjiquinha é a maneira malandra e debochada de fazer da capoeira um instrumento sério em suas mãos.
      As raizes da Capoeira, a nossa cultura popular, estão aqui muito bem representadas. O futuro agradecerá a estes Mestres a contribuição à preservação da memória capoeiristica da Bahia através do seu Canto.

      Salvador, Bahia, 22 de Setembro de 1986
      Raimundo Cesar Alves de Almeida - Itapoan


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